Sentei-me ali mesmo, no capim à beira do lago. Comecei a olhar o movimento das águas. Tudo aquilo que estava acontecendo ainda não tinha entrado com clareza em minha mente. Thomas e Malfet aqui? Depois de um curto momento tudo começou a se clarear. A mensagem que o chefe havia mandado para mim se referia a isso... Mas por quê? Por que disseram que eu não iria conseguir completar a minha missão? Era óbvio que eu conseguiria. Dediquei toda a minha vida a isso e iria falhar logo agora.
Depois a única coisa que consegui fazer foi rir. Rir da atitude de Thomas em relação à Chelly. Senti um clima no ar. Thomas sempre com galanteios para as mulheres. Thomas prometera a si mesmo nunca mais se apaixonar, depois do que aconteceu. Ele tinha fechado seu coração.
Ele havia vivido uma triste experiência no passado, não só triste, devastadora. Nunca, nunca mesmo tinha visto Thomas naquele estado, pensei por um momento que ele tinha perdido o amor pela própria vida, a alegria de viver. Lembro-me como se fosse ontem, a conversa que eu tive com ele, naquele dia chuvoso na Ilha, um mês depois da sua grande perda.
- Taylor... Eu não quero mais viver...
- O que você pensa que está falando? – perguntei em estado de Choque. Eu não podia perder meu amigo daquele jeito, ele não tinha mais forças pra viver. Era como um zumbi. E ali do meu lado, em frente ao mar, com altas ondas, parecia que essa cena se tornara pior ainda.
- Eu perdi tudo o que eu mais dava valor. Eu a perdi Taylor, eu perdi Lá – sentia aflição em seu olhar. – e pior do que a ter perdido daquela forma, foi mais tarde perceber que eu não tenho mais rumo, tudo o que eu acreditava antes, a matou e me transformou nesse ser, que eu tanto desprezo.
- Eu sei que você a amou demais Thomas, mas será que esse sofrimento todo vale à pena? Eu estou aqui Thomas, e mesmo assim parece que a cada dia você piora. Isso me machuca amigo. Você não sabe o quanto. Se assim é o amor, se nós passamos momentos tão felizes, achando que tudo na vida é belo, é feliz, e que essa felicidade nunca acabará, para no final nos vermos perdidos, se o amor da nossa vida não nos quer mais, eu se por uma força maior, ou uma tragédia, ela se for. Eu não quero nunca experimentar esse sentimento, não, eu não quero.
- Você não sabe o que amar Taylor...
- E nem quero saber, não para ficar assim. – ri dessa idéia hoje.
- Antes de você definir se você vai querer ou não amar, escute-me, por favor – sua voz era cheia de dor. Senti-me um egoísta de estar ali contando as minhas opiniões, enquanto meu amigo estava naquele estado deplorável.
- Desculpe, é que é tão ruim ver você assim...
- Tudo começou quando eu vi o chefe pessoalmente, e você sabe como são as regras aqui. Nunca ver o chefe pessoalmente, por maior que seja a sua curiosidade. Eu tentei explicar que foi sem querer, que não tinha sido porque eu queria, mas ele não aceitou minhas desculpas e me expulsou da Ilha. Lembra-se?
- Como esquecer?
- Continuando... A partir daquele dia decidi mudar meu estilo de vida, prometi nunca mais usar meus poderes para um objetivo fútil. Desliguei-me de tudo que me lembrava à ilha, tudo mesmo – ele observou meus olhos se estreitarem – calma, não de tudo. Por mais que eu tentasse, eu não poderia esquecer meu parceiro de lutas e de zuações. Eu acho que isso sempre foi o motivo de eu não conseguir apagar de vez tudo que eu vivi aqui.
- Aí você foi morar no Rio de Janeiro? – perguntei.
- Sim. Fui parar no Rio de Janeiro, me disseram que lá era um ótimo lugar para recomeçar. Morei em Copacabana, nos primeiros dias aproveitei. Ia para a praia surfar, saía para as baladas, ia pro cinema, li um monte de livros, mas sempre sentia falta de algo – seus olhos novamente se encheram de lágrimas – sentia falta de alguém... Não podia me comunicar com você, eles não deixariam. Comecei entrar em depressão, eu nunca tinha vivido dessa maneira, sentia necessidade de usar os meus poderes, era como se eu não fosse... Thomas.
- Foi quando você conheceu Luh?
- Quase por aí. Antes disso comecei a trabalhar em um hospital público. Era muito fácil trabalhar ali, já que meus poderes ajudavam. Toda vez que algum paciente sentia muitas dores, eu aliviava de certa forma. Lá eu me sentia útil de alguma maneira, eu fazia o bem. Depois de algum tempo, parei na ala de pessoas que tinham câncer. Foi lá que eu a conheci.
- Ela tinha câncer? – Abismado perguntei. Ele percebeu a minha surpresa, e tratou de se explicar.
- Que hilário não é? Nós éramos perfeitos um para o outro. Ela tinha tumor cerebral e eu com esse meu poder conseguia aliviar suas dores, fazê-la se sentir muito melhor.
- Ela sabia que você era um mutante?
- Não, nunca tive coragem de contar a ela. Não queria ver a sua reação, eu tinha medo de perdê-la, por ela não entender o que eu era. Eu sabia que ela não entenderia, então guardei isso para mim. Agora deixa eu continuar. Eu estava de noite no hospital, cuidando de uma menina, ela tinha leucemia, quando ouvi um choro. No hospital era normal você ouvir choramingo. Contudo, esse era diferente, esse me afetava de certa forma. Certifiquei-me se a garotinha que eu estava cuidando estava dormindo, e fui à busca desse choro, não estava muito longe, apenas a 10 metros de distância, em um quartinho dos fundos. Lá estava uma moça, rodeada de equipamentos, ela estava muito pálida, debilitada, com os olhos cheios de hematomas, parecia dopada de remédios, ali naquele momento ela não era bonita, poderia arriscar dizer que tinha uma beleza comum – agora sua voz era quase um sussurro. Ele parecia estar em transe. – Ela tinha me observado ali. Quem não observaria? Fiz menção de sair, quando uma voz suave e bastante debilitada soou “Espere”. Parei, não consegui mexer um músculo.
“Desculpe por te incomodar, é que...”. A interrompi. “Eu que não devia ter vindo aqui”
Nesse dia conversei com ela sobre sua vida, como ela tinha obtido essa doença. Comecei a cuidar dela, não minto que no começo foi apenas por pena, mas Taylor aos poucos eu sentia falta quando não estava com ela, sentia falta de sua voz, eu comecei a gostar dela, nosso amor não foi aquele que surge logo de cara, nosso amor foi construído. Não demorou muito, e ela foi morar em meu apartamento, já que ela não tinha mais ninguém no mundo, seus pais tinham morrido – Thomas não parecia mais estar aqui do meu lado, ele parecia viajar em seus próprios pensamentos, como se não estivesse mais contando e sim vivendo – Essa foi à época mais feliz da minha vida. Eu tinha paz interior, eu estava tranqüilo comigo mesmo, sem lutas, sem treinos, sem cobranças. Eu tinha uma meta na vida Taylor, não uma meta que me opuseram a cumprir, era uma meta que eu queria que acontecesse. Eu queria apenas ter uma vida com Luh. Só com ela.
- Aí aconteceu a tragédia? – perguntei com cuidado. Esse assunto sempre mexia com ele, era como se você o afrontasse da maneira mais cruel.
- Foi... Nessa... Época – sua voz falhou. Era muito difícil para ele continuar aquela frase. – O chefe me ligou em uma tarde, pedindo para eu voltar. Ele disse que alguns mutantes tinham se rebelado e ameaçavam contar a existência da Ilha, disse a ele que eu não tinha mais nada a ver com isso, que a Ilha não me importava mais nada. Ele me persuadiu em relação a você, me desculpe Taylor... – ele disse isso se virando para me fitar. – mas eu não podia deixar Luh.
- Eu entendo. - tentei acalmá-lo.
- Ele mais uma vez insistiu e eu disse que não iria. Eu juro por Deus, que eu pensei que ele tinha desistido, eu não estava entendo sua obsessão para me ter de volta, em meio a um monte de mutantes eu não era praticamente nada. No outro dia voltei ao meu trabalho, um pouco inseguro, mas concluí que o chefe não iria querer nada com Luh, ele não apelaria da maneira mais brutal. Eu estava enganado... – ele parou bruscamente. Seus olhos ficaram negros como uma noite sem luar. Eu sabia o que aquilo significava. O olhar de Thomas mudava de acordo com as suas sensações. E a única coisa que poderia explicar aquela cor em seus olhos era o ódio. – Quando voltei para casa, ela estava... Morta Taylor, eu a encontrei no chão do nosso quarto, o amor... Da minha vida estava morta ali no chão, mas ela não estava sozinha, havia mais alguém ali, quando olhei para o canto esquerdo perto da janela. Aquele monstro estava ali, rindo da minha lástima.
“Pensei que não ia voltar mais para casa!” Ele exclamou. Controlei minha raiva, eu não podia lutar com Brian, eu nunca sabia quais eram os seus poderes “Por que você fez isso?” Perguntei, eu não conseguia entender o motivo. “Nunca recuse um pedido do Chefe, sempre haverá conseqüências piores, com esta”. “Ela não tinha nada a ver com isso Brian, seu assunto era comigo, você mexeu com quem estava quieto, eu não vou perdoar o que você fez” berrei. “Eu acho bom você ficar quietinho, eu não gostaria de fazer com você o mesmo que eu fiz com ela” Senti vontade de esganá-lo ali. Mas como? Eu não podia fazer naquela hora. Aceitei voltar, mas não porque eu quero, eu voltei apenas com um objetivo, eu vou matá-lo com as minhas próprias mãos, eu quero vê-lo implorando pela sua vida...
Senti algo estranho acontecendo em meu corpo, eu estava ficando sem ar, não que eu não conseguisse respirar, o problema que o ar não entrava. Comecei a me desesperar, tentar chamar por Thomas, mas minha voz não saia. Era Thomas que estava fazendo isso, ele não tinha observado, mas a sua raiva estava fazendo com que seus poderes me atingissem, me lembrei que meu corpo ainda funcionava, nem que seja um pouco, joguei-me encima dele, fazendo nosso corpo chocar em uma árvore, ele me olhou sem entender porque eu tinha feito aquilo.
- Seus poderes estavam me atingindo – sibilei entre os dentes. Minha garganta queimou.
- Desculpe Taylor, depois do que aconteceu comigo, eu não consigo controlar meus poderes, a raiva me deixa vulnerável...
- Não tem problema! Só não faça mais isso.
Pp. 112 ...
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domingo, 4 de julho de 2010
sábado, 5 de junho de 2010
Sonhos.news
Esqueci de comentar, uma novidade que aconteceu no dia 02.06.2010 em relação ao livro que eu escrevi com meus colegas ( Lucas Vinícius, Lorena Prazeres ). Este livro se chama Sonhos - uma saga na verdade, este é o nome do primeiro livro - e conta a história de um assassino redescobrindo a vida. Porém, vamos pular essa parte bruocrática.
O que eu queria postar aqui era sobre nós termos finalmente mandado o original - o livro no cd - para a Rocco. Estamos muuuuitíssimos felizes e ansiosos em receber logo a resposta da editora, e que esta seja positiva.
Queria deixar bem claro, que se estou conseguindo chegar aos meus objetivos devo tudo isso primeiramente a Deus e depois a todas as pessoas que apostaram em mim e em meus colegase nos apoiaram em todo o tempo.
Torçam por nós!
Beijos,
maili a. ferreira
O que eu queria postar aqui era sobre nós termos finalmente mandado o original - o livro no cd - para a Rocco. Estamos muuuuitíssimos felizes e ansiosos em receber logo a resposta da editora, e que esta seja positiva.
Queria deixar bem claro, que se estou conseguindo chegar aos meus objetivos devo tudo isso primeiramente a Deus e depois a todas as pessoas que apostaram em mim e em meus colegase nos apoiaram em todo o tempo.
Torçam por nós!
Beijos,
maili a. ferreira
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Trecho de Sonhos [3]
Espero que gostem desse trecho, nunca pensei em botá-lo, mas sempre tem algo que chama atenção nele!
"Quando estava quase pegando no sono, uma voz surgiu em minha mente.
Eu sei que isso será difícil.
Decisões nunca são coisas fáceis na vida de um homem,
Mas necessitamos dela para viver, faz parte da vida.
Porém nunca se esqueça,
Sempre escolha o caminho certo.
Para que não precises olhar para trás e
Arrepender-se amargamente daquilo que escolheu.
Por favor!
Fiquei aturdido, olhei imediatamente para Joseph, que continuava em seu sono perfeito. Perguntei sem muita utilidade.
- Joseph! Foi você? – só que nenhuma resposta veio.
Tudo voltou a ser escuridão, silêncio. Dormi...
Porém esqueci que quando estamos dormindo, ainda existem os sonhos para nos fazer pensar.
Era o mesmo sonho. Não o sonho onde eu via os olhos maravilhosos de Sophia, muito menos onde nós nos conhecíamos. Era o sonho onde nós estávamos na Ilha Canário. Só que desta vez eu não ansiava salvá-la, nem ao menos passava por minha cabeça fazer isso. Eu desejava matá-la com todos os meus instintos, com toda a minha força. Sophia permanecia presa naquela prisão de vidro, seus olhos demonstravam medo e perturbação, ela gritava desesperadamente meu nome e clamava por socorro. Porém a única coisa que eu fazia no momento era rir de sua aflição. Quando virei-me para falar com Thomas, percebi uma silhueta ao lado de onde Sophia estava. Aproximei-me mais um pouquinho, minha visão clareou. A pessoa não estava apenas do lado de Sophia, como também tentava de todas as formas salvá-la. Detive-me por um breve momento. Aquilo era impossível, quem tentava desesperadamente salvar Sophia, era eu. Não o que estava ansiando em matá-la. Era eu também do outro lado. Corri ao seu encontro, tentando entender o que estava acontecendo, quando cheguei mais perto, pude ouvir nitidamente. Você Prometeu! Saindo da boca dela. Quando pensei em dizer algo. Despertei, como o despertar de um sonho inacabado que de certo nunca haverá final."
Sonhos. IMF
"Quando estava quase pegando no sono, uma voz surgiu em minha mente.
Eu sei que isso será difícil.
Decisões nunca são coisas fáceis na vida de um homem,
Mas necessitamos dela para viver, faz parte da vida.
Porém nunca se esqueça,
Sempre escolha o caminho certo.
Para que não precises olhar para trás e
Arrepender-se amargamente daquilo que escolheu.
Por favor!
Fiquei aturdido, olhei imediatamente para Joseph, que continuava em seu sono perfeito. Perguntei sem muita utilidade.
- Joseph! Foi você? – só que nenhuma resposta veio.
Tudo voltou a ser escuridão, silêncio. Dormi...
Porém esqueci que quando estamos dormindo, ainda existem os sonhos para nos fazer pensar.
Era o mesmo sonho. Não o sonho onde eu via os olhos maravilhosos de Sophia, muito menos onde nós nos conhecíamos. Era o sonho onde nós estávamos na Ilha Canário. Só que desta vez eu não ansiava salvá-la, nem ao menos passava por minha cabeça fazer isso. Eu desejava matá-la com todos os meus instintos, com toda a minha força. Sophia permanecia presa naquela prisão de vidro, seus olhos demonstravam medo e perturbação, ela gritava desesperadamente meu nome e clamava por socorro. Porém a única coisa que eu fazia no momento era rir de sua aflição. Quando virei-me para falar com Thomas, percebi uma silhueta ao lado de onde Sophia estava. Aproximei-me mais um pouquinho, minha visão clareou. A pessoa não estava apenas do lado de Sophia, como também tentava de todas as formas salvá-la. Detive-me por um breve momento. Aquilo era impossível, quem tentava desesperadamente salvar Sophia, era eu. Não o que estava ansiando em matá-la. Era eu também do outro lado. Corri ao seu encontro, tentando entender o que estava acontecendo, quando cheguei mais perto, pude ouvir nitidamente. Você Prometeu! Saindo da boca dela. Quando pensei em dizer algo. Despertei, como o despertar de um sonho inacabado que de certo nunca haverá final."
Sonhos. IMF
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Trecho - Sonhos [2]
"Ela, Sophia não podia exercer tanto domínio assim em mim, eu não deixaria. Eu não a conhecia, não sabia nada sobre a sua vida. E não procuraria saber, ela era mais uma estudante daquela universidade chata e pacata. Cadê a ação, a qual eu tanto me apegava? Eu não agüentava essa vida monótona, eu precisava fazer algo, tirá-la da minha mente. Eu poderia fazer isso. A final eu tinha sido criado para quê. Para ficar me martirizando por uma paixonite idiota? Não. Eu tinha algo mais. Eu iria esquecê-la antes mesmo de amá-la. Assim eu achava...
Fui para cama. Detestava o cheiro do meu cabelo molhado, tinha cheiro de canela. Repulsivo, pensei. Tentei dormir, não consegui. Eram muitas questões rodeando-me. Era como se eu recebesse um turbilhão de informações e tivesse que processá-los tudo de uma vez. Levantei da cama, debrucei-me na janela. Nunca tinha reparado a noite aqui era bonita. A lua cheia se fundia com o céu azul bem escuro, o céu aqui não era tão estrelado como na Ilha, porém era bonito mesmo assim. Em pouco tempo, percebi que meus olhos estavam úmidos. Choro? Eu chorava sim, não um choro de uma criança birrada que não ganhou seu doce ou presente predileto, mas um choro agoniado, de angústia e de revolta. Eu sentia falta de Thomas, de minha rotina na Ilha. Sentia falta de novas escolhas. Sentia falta de liberdade, Sentia falta de minha primeira amiga Chelly. Sentia falta de Sophia. Sentia falta da tagarelice de Joseph. Sim, sentia falta disso. Era bom conversar com Joseph, ele era minha outra forma, a forma do Taylor sorridente, ele era eu sem ser o assassino. Era impossível fazer comparações minhas com Joseph, mas era verdade. Se eu não tivesse sido criado como eu fui, treinado para o que eu faço, eu seria igualzinho a ele. Alegre, sorridente, de bem com a vida."
Fui para cama. Detestava o cheiro do meu cabelo molhado, tinha cheiro de canela. Repulsivo, pensei. Tentei dormir, não consegui. Eram muitas questões rodeando-me. Era como se eu recebesse um turbilhão de informações e tivesse que processá-los tudo de uma vez. Levantei da cama, debrucei-me na janela. Nunca tinha reparado a noite aqui era bonita. A lua cheia se fundia com o céu azul bem escuro, o céu aqui não era tão estrelado como na Ilha, porém era bonito mesmo assim. Em pouco tempo, percebi que meus olhos estavam úmidos. Choro? Eu chorava sim, não um choro de uma criança birrada que não ganhou seu doce ou presente predileto, mas um choro agoniado, de angústia e de revolta. Eu sentia falta de Thomas, de minha rotina na Ilha. Sentia falta de novas escolhas. Sentia falta de liberdade, Sentia falta de minha primeira amiga Chelly. Sentia falta de Sophia. Sentia falta da tagarelice de Joseph. Sim, sentia falta disso. Era bom conversar com Joseph, ele era minha outra forma, a forma do Taylor sorridente, ele era eu sem ser o assassino. Era impossível fazer comparações minhas com Joseph, mas era verdade. Se eu não tivesse sido criado como eu fui, treinado para o que eu faço, eu seria igualzinho a ele. Alegre, sorridente, de bem com a vida."
quinta-feira, 4 de março de 2010
:* Sonhos - sinopse/@
LTaylor seria um típico brasileiro, se não fossem os mistérios que rodeia a sua vida.
Com alguns meses de vida, ele é abandonado pelos seus pais na Ilha Canário. Local onde mutantes se especializam para tornam-se assassinos.
Telecinético e com uma adição super aguçada. Ele cresce e torna-se uma pessoa sem escrúpulos. Virando um assassino profissional.
Restando-lhe apenas seu querido amigo Thomas, colega de batalha desde os quinze anos e um sonho que ele ao menos entende o significado. Taylor vai para a Universidade London, com um só objetivo: realizar a sua primeira missão.
Sem saber de início quem é a sua vítima, ele é obrigado a conviver com pessoas desconhecidas, que adotam estilos de vida totalmente diferente do seu. Sensações nunca antes sentidas e o pior de tudo. Conhece Sophia, a dona dos olhos verdes que ele tanto sonhava.
Lutando contra o seu próprio eu, descobrisse apaixonado por Sophia. Só ela consegue quebrar o gelo do seu coração e o faz vê um novo sentido na vida. Ela é a única que o faz esquecer tudo... absolutamente tudo.
Para piorar a situação, seu antigo amigo Thomas e seu rival Malfet aparecem, transformando totalmente a situação. Desavenças são estabelecidas. Batalhas travadas e incertezas percorrem o seu coração
O nome da vítima é finalmente revelado, e Taylor se vê pela primeira vez em sua vida, sem saber o que fazer.
Entre romance, suspense e batalhas. Ele terá que escolher entre cumprir sua missão, abrindo mão de Sophia, ou abdicar de tudo que ele acreditava ser, por um amor.
Nesta incrível história, Taylor terá uma missão além de todas as outras. Descobrir sua real personalidade.
Duas escolhas, dois caminhos... e apenas uma decisão a tomar. O que fazer quando tudo parece perdido?
(L
imf.
Com alguns meses de vida, ele é abandonado pelos seus pais na Ilha Canário. Local onde mutantes se especializam para tornam-se assassinos.
Telecinético e com uma adição super aguçada. Ele cresce e torna-se uma pessoa sem escrúpulos. Virando um assassino profissional.
Restando-lhe apenas seu querido amigo Thomas, colega de batalha desde os quinze anos e um sonho que ele ao menos entende o significado. Taylor vai para a Universidade London, com um só objetivo: realizar a sua primeira missão.
Sem saber de início quem é a sua vítima, ele é obrigado a conviver com pessoas desconhecidas, que adotam estilos de vida totalmente diferente do seu. Sensações nunca antes sentidas e o pior de tudo. Conhece Sophia, a dona dos olhos verdes que ele tanto sonhava.
Lutando contra o seu próprio eu, descobrisse apaixonado por Sophia. Só ela consegue quebrar o gelo do seu coração e o faz vê um novo sentido na vida. Ela é a única que o faz esquecer tudo... absolutamente tudo.
Para piorar a situação, seu antigo amigo Thomas e seu rival Malfet aparecem, transformando totalmente a situação. Desavenças são estabelecidas. Batalhas travadas e incertezas percorrem o seu coração
O nome da vítima é finalmente revelado, e Taylor se vê pela primeira vez em sua vida, sem saber o que fazer.
Entre romance, suspense e batalhas. Ele terá que escolher entre cumprir sua missão, abrindo mão de Sophia, ou abdicar de tudo que ele acreditava ser, por um amor.
Nesta incrível história, Taylor terá uma missão além de todas as outras. Descobrir sua real personalidade.
Duas escolhas, dois caminhos... e apenas uma decisão a tomar. O que fazer quando tudo parece perdido?
(L
imf.
quarta-feira, 3 de março de 2010
trechos - SONHOS
"Levantei. Hoje o dia estava ensolarado, não ensolarado estilo Brasil, mas da maneira inglesa de sol. Fui ao banheiro, ao me olhar tomei um susto, meus olhos estavam diferente, era visível que eu não tinha dormido bem. Ou quer dizer que eu quase não tinha dormido. Passei quase toda a noite pensando nela, na sensação que sentiria em tocar sua pele. Sentir seu cheiro de jasmim, acariciar seu rosto, tocar seus lábios, beijar a sua boca. Isso me deixou em delírio, porque talvez nunca tivesse chance de concretizá-los. Estar com ela seria um sonho. Um sonho que só Deus realizaria.
Nunca acreditei em destino. Mas encontrá-la aqui, bem no dia do meu aniversário. Era algo que não podia negar. Algo ou alguma força sobrenatural conspirava para que nos encontrássemos.
Ela era tão linda, como eu queria tomá-la em meus braços, secar suas lágrimas e sarar o seu pranto. A dor de vê-la chorando, sentada na grama molhada pela chuva me corroia por dentro. Eu estava mais certo do que nunca de que nossos destinos estavam ligados de algum jeito que nem mesmo eu conseguia explicar.
Arrumei-me como sempre, mas ao contrário dos outros dias, eu não estava nem aí pro que vestir. "
pp. 39
MAILI FERREIRA
Nunca acreditei em destino. Mas encontrá-la aqui, bem no dia do meu aniversário. Era algo que não podia negar. Algo ou alguma força sobrenatural conspirava para que nos encontrássemos.
Ela era tão linda, como eu queria tomá-la em meus braços, secar suas lágrimas e sarar o seu pranto. A dor de vê-la chorando, sentada na grama molhada pela chuva me corroia por dentro. Eu estava mais certo do que nunca de que nossos destinos estavam ligados de algum jeito que nem mesmo eu conseguia explicar.
Arrumei-me como sempre, mas ao contrário dos outros dias, eu não estava nem aí pro que vestir. "
pp. 39
MAILI FERREIRA
Sonhos ...
Galerinha, vou postar durante a semana trechos do meu livro mais dois colegas, essa é uma nova saga que irá arrebentar a estrutura do romance e do amor. Aguardem!
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
trechos do meu livro
FINALMENTE O GRANDE DIA. EU ESTAVA SAINDO DA ILHA CANÁRIO, com um só propósito. Destruí-la. Quem quer que fosse ela, esse era o meu objetivo. Essa era a minha missão, fui criado para matá-la e assim que será.
Aquele barco iria me levar a um novo destino, depois dessa missão, tudo seria diferente. Não há como ignorar tudo que aconteceu lá, todo o treinamento, todo o sofrimento e as dores são coisas passadas, coisas deixadas na Ilha Canário.
Gostaram? Este é o primeiro capítulo!
Bjs:*
Aquele barco iria me levar a um novo destino, depois dessa missão, tudo seria diferente. Não há como ignorar tudo que aconteceu lá, todo o treinamento, todo o sofrimento e as dores são coisas passadas, coisas deixadas na Ilha Canário.
Gostaram? Este é o primeiro capítulo!
Bjs:*
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domingo, 4 de julho de 2010
Sonhos - techos
Sentei-me ali mesmo, no capim à beira do lago. Comecei a olhar o movimento das águas. Tudo aquilo que estava acontecendo ainda não tinha entrado com clareza em minha mente. Thomas e Malfet aqui? Depois de um curto momento tudo começou a se clarear. A mensagem que o chefe havia mandado para mim se referia a isso... Mas por quê? Por que disseram que eu não iria conseguir completar a minha missão? Era óbvio que eu conseguiria. Dediquei toda a minha vida a isso e iria falhar logo agora.
Depois a única coisa que consegui fazer foi rir. Rir da atitude de Thomas em relação à Chelly. Senti um clima no ar. Thomas sempre com galanteios para as mulheres. Thomas prometera a si mesmo nunca mais se apaixonar, depois do que aconteceu. Ele tinha fechado seu coração.
Ele havia vivido uma triste experiência no passado, não só triste, devastadora. Nunca, nunca mesmo tinha visto Thomas naquele estado, pensei por um momento que ele tinha perdido o amor pela própria vida, a alegria de viver. Lembro-me como se fosse ontem, a conversa que eu tive com ele, naquele dia chuvoso na Ilha, um mês depois da sua grande perda.
- Taylor... Eu não quero mais viver...
- O que você pensa que está falando? – perguntei em estado de Choque. Eu não podia perder meu amigo daquele jeito, ele não tinha mais forças pra viver. Era como um zumbi. E ali do meu lado, em frente ao mar, com altas ondas, parecia que essa cena se tornara pior ainda.
- Eu perdi tudo o que eu mais dava valor. Eu a perdi Taylor, eu perdi Lá – sentia aflição em seu olhar. – e pior do que a ter perdido daquela forma, foi mais tarde perceber que eu não tenho mais rumo, tudo o que eu acreditava antes, a matou e me transformou nesse ser, que eu tanto desprezo.
- Eu sei que você a amou demais Thomas, mas será que esse sofrimento todo vale à pena? Eu estou aqui Thomas, e mesmo assim parece que a cada dia você piora. Isso me machuca amigo. Você não sabe o quanto. Se assim é o amor, se nós passamos momentos tão felizes, achando que tudo na vida é belo, é feliz, e que essa felicidade nunca acabará, para no final nos vermos perdidos, se o amor da nossa vida não nos quer mais, eu se por uma força maior, ou uma tragédia, ela se for. Eu não quero nunca experimentar esse sentimento, não, eu não quero.
- Você não sabe o que amar Taylor...
- E nem quero saber, não para ficar assim. – ri dessa idéia hoje.
- Antes de você definir se você vai querer ou não amar, escute-me, por favor – sua voz era cheia de dor. Senti-me um egoísta de estar ali contando as minhas opiniões, enquanto meu amigo estava naquele estado deplorável.
- Desculpe, é que é tão ruim ver você assim...
- Tudo começou quando eu vi o chefe pessoalmente, e você sabe como são as regras aqui. Nunca ver o chefe pessoalmente, por maior que seja a sua curiosidade. Eu tentei explicar que foi sem querer, que não tinha sido porque eu queria, mas ele não aceitou minhas desculpas e me expulsou da Ilha. Lembra-se?
- Como esquecer?
- Continuando... A partir daquele dia decidi mudar meu estilo de vida, prometi nunca mais usar meus poderes para um objetivo fútil. Desliguei-me de tudo que me lembrava à ilha, tudo mesmo – ele observou meus olhos se estreitarem – calma, não de tudo. Por mais que eu tentasse, eu não poderia esquecer meu parceiro de lutas e de zuações. Eu acho que isso sempre foi o motivo de eu não conseguir apagar de vez tudo que eu vivi aqui.
- Aí você foi morar no Rio de Janeiro? – perguntei.
- Sim. Fui parar no Rio de Janeiro, me disseram que lá era um ótimo lugar para recomeçar. Morei em Copacabana, nos primeiros dias aproveitei. Ia para a praia surfar, saía para as baladas, ia pro cinema, li um monte de livros, mas sempre sentia falta de algo – seus olhos novamente se encheram de lágrimas – sentia falta de alguém... Não podia me comunicar com você, eles não deixariam. Comecei entrar em depressão, eu nunca tinha vivido dessa maneira, sentia necessidade de usar os meus poderes, era como se eu não fosse... Thomas.
- Foi quando você conheceu Luh?
- Quase por aí. Antes disso comecei a trabalhar em um hospital público. Era muito fácil trabalhar ali, já que meus poderes ajudavam. Toda vez que algum paciente sentia muitas dores, eu aliviava de certa forma. Lá eu me sentia útil de alguma maneira, eu fazia o bem. Depois de algum tempo, parei na ala de pessoas que tinham câncer. Foi lá que eu a conheci.
- Ela tinha câncer? – Abismado perguntei. Ele percebeu a minha surpresa, e tratou de se explicar.
- Que hilário não é? Nós éramos perfeitos um para o outro. Ela tinha tumor cerebral e eu com esse meu poder conseguia aliviar suas dores, fazê-la se sentir muito melhor.
- Ela sabia que você era um mutante?
- Não, nunca tive coragem de contar a ela. Não queria ver a sua reação, eu tinha medo de perdê-la, por ela não entender o que eu era. Eu sabia que ela não entenderia, então guardei isso para mim. Agora deixa eu continuar. Eu estava de noite no hospital, cuidando de uma menina, ela tinha leucemia, quando ouvi um choro. No hospital era normal você ouvir choramingo. Contudo, esse era diferente, esse me afetava de certa forma. Certifiquei-me se a garotinha que eu estava cuidando estava dormindo, e fui à busca desse choro, não estava muito longe, apenas a 10 metros de distância, em um quartinho dos fundos. Lá estava uma moça, rodeada de equipamentos, ela estava muito pálida, debilitada, com os olhos cheios de hematomas, parecia dopada de remédios, ali naquele momento ela não era bonita, poderia arriscar dizer que tinha uma beleza comum – agora sua voz era quase um sussurro. Ele parecia estar em transe. – Ela tinha me observado ali. Quem não observaria? Fiz menção de sair, quando uma voz suave e bastante debilitada soou “Espere”. Parei, não consegui mexer um músculo.
“Desculpe por te incomodar, é que...”. A interrompi. “Eu que não devia ter vindo aqui”
Nesse dia conversei com ela sobre sua vida, como ela tinha obtido essa doença. Comecei a cuidar dela, não minto que no começo foi apenas por pena, mas Taylor aos poucos eu sentia falta quando não estava com ela, sentia falta de sua voz, eu comecei a gostar dela, nosso amor não foi aquele que surge logo de cara, nosso amor foi construído. Não demorou muito, e ela foi morar em meu apartamento, já que ela não tinha mais ninguém no mundo, seus pais tinham morrido – Thomas não parecia mais estar aqui do meu lado, ele parecia viajar em seus próprios pensamentos, como se não estivesse mais contando e sim vivendo – Essa foi à época mais feliz da minha vida. Eu tinha paz interior, eu estava tranqüilo comigo mesmo, sem lutas, sem treinos, sem cobranças. Eu tinha uma meta na vida Taylor, não uma meta que me opuseram a cumprir, era uma meta que eu queria que acontecesse. Eu queria apenas ter uma vida com Luh. Só com ela.
- Aí aconteceu a tragédia? – perguntei com cuidado. Esse assunto sempre mexia com ele, era como se você o afrontasse da maneira mais cruel.
- Foi... Nessa... Época – sua voz falhou. Era muito difícil para ele continuar aquela frase. – O chefe me ligou em uma tarde, pedindo para eu voltar. Ele disse que alguns mutantes tinham se rebelado e ameaçavam contar a existência da Ilha, disse a ele que eu não tinha mais nada a ver com isso, que a Ilha não me importava mais nada. Ele me persuadiu em relação a você, me desculpe Taylor... – ele disse isso se virando para me fitar. – mas eu não podia deixar Luh.
- Eu entendo. - tentei acalmá-lo.
- Ele mais uma vez insistiu e eu disse que não iria. Eu juro por Deus, que eu pensei que ele tinha desistido, eu não estava entendo sua obsessão para me ter de volta, em meio a um monte de mutantes eu não era praticamente nada. No outro dia voltei ao meu trabalho, um pouco inseguro, mas concluí que o chefe não iria querer nada com Luh, ele não apelaria da maneira mais brutal. Eu estava enganado... – ele parou bruscamente. Seus olhos ficaram negros como uma noite sem luar. Eu sabia o que aquilo significava. O olhar de Thomas mudava de acordo com as suas sensações. E a única coisa que poderia explicar aquela cor em seus olhos era o ódio. – Quando voltei para casa, ela estava... Morta Taylor, eu a encontrei no chão do nosso quarto, o amor... Da minha vida estava morta ali no chão, mas ela não estava sozinha, havia mais alguém ali, quando olhei para o canto esquerdo perto da janela. Aquele monstro estava ali, rindo da minha lástima.
“Pensei que não ia voltar mais para casa!” Ele exclamou. Controlei minha raiva, eu não podia lutar com Brian, eu nunca sabia quais eram os seus poderes “Por que você fez isso?” Perguntei, eu não conseguia entender o motivo. “Nunca recuse um pedido do Chefe, sempre haverá conseqüências piores, com esta”. “Ela não tinha nada a ver com isso Brian, seu assunto era comigo, você mexeu com quem estava quieto, eu não vou perdoar o que você fez” berrei. “Eu acho bom você ficar quietinho, eu não gostaria de fazer com você o mesmo que eu fiz com ela” Senti vontade de esganá-lo ali. Mas como? Eu não podia fazer naquela hora. Aceitei voltar, mas não porque eu quero, eu voltei apenas com um objetivo, eu vou matá-lo com as minhas próprias mãos, eu quero vê-lo implorando pela sua vida...
Senti algo estranho acontecendo em meu corpo, eu estava ficando sem ar, não que eu não conseguisse respirar, o problema que o ar não entrava. Comecei a me desesperar, tentar chamar por Thomas, mas minha voz não saia. Era Thomas que estava fazendo isso, ele não tinha observado, mas a sua raiva estava fazendo com que seus poderes me atingissem, me lembrei que meu corpo ainda funcionava, nem que seja um pouco, joguei-me encima dele, fazendo nosso corpo chocar em uma árvore, ele me olhou sem entender porque eu tinha feito aquilo.
- Seus poderes estavam me atingindo – sibilei entre os dentes. Minha garganta queimou.
- Desculpe Taylor, depois do que aconteceu comigo, eu não consigo controlar meus poderes, a raiva me deixa vulnerável...
- Não tem problema! Só não faça mais isso.
Pp. 112 ...
Depois a única coisa que consegui fazer foi rir. Rir da atitude de Thomas em relação à Chelly. Senti um clima no ar. Thomas sempre com galanteios para as mulheres. Thomas prometera a si mesmo nunca mais se apaixonar, depois do que aconteceu. Ele tinha fechado seu coração.
Ele havia vivido uma triste experiência no passado, não só triste, devastadora. Nunca, nunca mesmo tinha visto Thomas naquele estado, pensei por um momento que ele tinha perdido o amor pela própria vida, a alegria de viver. Lembro-me como se fosse ontem, a conversa que eu tive com ele, naquele dia chuvoso na Ilha, um mês depois da sua grande perda.
- Taylor... Eu não quero mais viver...
- O que você pensa que está falando? – perguntei em estado de Choque. Eu não podia perder meu amigo daquele jeito, ele não tinha mais forças pra viver. Era como um zumbi. E ali do meu lado, em frente ao mar, com altas ondas, parecia que essa cena se tornara pior ainda.
- Eu perdi tudo o que eu mais dava valor. Eu a perdi Taylor, eu perdi Lá – sentia aflição em seu olhar. – e pior do que a ter perdido daquela forma, foi mais tarde perceber que eu não tenho mais rumo, tudo o que eu acreditava antes, a matou e me transformou nesse ser, que eu tanto desprezo.
- Eu sei que você a amou demais Thomas, mas será que esse sofrimento todo vale à pena? Eu estou aqui Thomas, e mesmo assim parece que a cada dia você piora. Isso me machuca amigo. Você não sabe o quanto. Se assim é o amor, se nós passamos momentos tão felizes, achando que tudo na vida é belo, é feliz, e que essa felicidade nunca acabará, para no final nos vermos perdidos, se o amor da nossa vida não nos quer mais, eu se por uma força maior, ou uma tragédia, ela se for. Eu não quero nunca experimentar esse sentimento, não, eu não quero.
- Você não sabe o que amar Taylor...
- E nem quero saber, não para ficar assim. – ri dessa idéia hoje.
- Antes de você definir se você vai querer ou não amar, escute-me, por favor – sua voz era cheia de dor. Senti-me um egoísta de estar ali contando as minhas opiniões, enquanto meu amigo estava naquele estado deplorável.
- Desculpe, é que é tão ruim ver você assim...
- Tudo começou quando eu vi o chefe pessoalmente, e você sabe como são as regras aqui. Nunca ver o chefe pessoalmente, por maior que seja a sua curiosidade. Eu tentei explicar que foi sem querer, que não tinha sido porque eu queria, mas ele não aceitou minhas desculpas e me expulsou da Ilha. Lembra-se?
- Como esquecer?
- Continuando... A partir daquele dia decidi mudar meu estilo de vida, prometi nunca mais usar meus poderes para um objetivo fútil. Desliguei-me de tudo que me lembrava à ilha, tudo mesmo – ele observou meus olhos se estreitarem – calma, não de tudo. Por mais que eu tentasse, eu não poderia esquecer meu parceiro de lutas e de zuações. Eu acho que isso sempre foi o motivo de eu não conseguir apagar de vez tudo que eu vivi aqui.
- Aí você foi morar no Rio de Janeiro? – perguntei.
- Sim. Fui parar no Rio de Janeiro, me disseram que lá era um ótimo lugar para recomeçar. Morei em Copacabana, nos primeiros dias aproveitei. Ia para a praia surfar, saía para as baladas, ia pro cinema, li um monte de livros, mas sempre sentia falta de algo – seus olhos novamente se encheram de lágrimas – sentia falta de alguém... Não podia me comunicar com você, eles não deixariam. Comecei entrar em depressão, eu nunca tinha vivido dessa maneira, sentia necessidade de usar os meus poderes, era como se eu não fosse... Thomas.
- Foi quando você conheceu Luh?
- Quase por aí. Antes disso comecei a trabalhar em um hospital público. Era muito fácil trabalhar ali, já que meus poderes ajudavam. Toda vez que algum paciente sentia muitas dores, eu aliviava de certa forma. Lá eu me sentia útil de alguma maneira, eu fazia o bem. Depois de algum tempo, parei na ala de pessoas que tinham câncer. Foi lá que eu a conheci.
- Ela tinha câncer? – Abismado perguntei. Ele percebeu a minha surpresa, e tratou de se explicar.
- Que hilário não é? Nós éramos perfeitos um para o outro. Ela tinha tumor cerebral e eu com esse meu poder conseguia aliviar suas dores, fazê-la se sentir muito melhor.
- Ela sabia que você era um mutante?
- Não, nunca tive coragem de contar a ela. Não queria ver a sua reação, eu tinha medo de perdê-la, por ela não entender o que eu era. Eu sabia que ela não entenderia, então guardei isso para mim. Agora deixa eu continuar. Eu estava de noite no hospital, cuidando de uma menina, ela tinha leucemia, quando ouvi um choro. No hospital era normal você ouvir choramingo. Contudo, esse era diferente, esse me afetava de certa forma. Certifiquei-me se a garotinha que eu estava cuidando estava dormindo, e fui à busca desse choro, não estava muito longe, apenas a 10 metros de distância, em um quartinho dos fundos. Lá estava uma moça, rodeada de equipamentos, ela estava muito pálida, debilitada, com os olhos cheios de hematomas, parecia dopada de remédios, ali naquele momento ela não era bonita, poderia arriscar dizer que tinha uma beleza comum – agora sua voz era quase um sussurro. Ele parecia estar em transe. – Ela tinha me observado ali. Quem não observaria? Fiz menção de sair, quando uma voz suave e bastante debilitada soou “Espere”. Parei, não consegui mexer um músculo.
“Desculpe por te incomodar, é que...”. A interrompi. “Eu que não devia ter vindo aqui”
Nesse dia conversei com ela sobre sua vida, como ela tinha obtido essa doença. Comecei a cuidar dela, não minto que no começo foi apenas por pena, mas Taylor aos poucos eu sentia falta quando não estava com ela, sentia falta de sua voz, eu comecei a gostar dela, nosso amor não foi aquele que surge logo de cara, nosso amor foi construído. Não demorou muito, e ela foi morar em meu apartamento, já que ela não tinha mais ninguém no mundo, seus pais tinham morrido – Thomas não parecia mais estar aqui do meu lado, ele parecia viajar em seus próprios pensamentos, como se não estivesse mais contando e sim vivendo – Essa foi à época mais feliz da minha vida. Eu tinha paz interior, eu estava tranqüilo comigo mesmo, sem lutas, sem treinos, sem cobranças. Eu tinha uma meta na vida Taylor, não uma meta que me opuseram a cumprir, era uma meta que eu queria que acontecesse. Eu queria apenas ter uma vida com Luh. Só com ela.
- Aí aconteceu a tragédia? – perguntei com cuidado. Esse assunto sempre mexia com ele, era como se você o afrontasse da maneira mais cruel.
- Foi... Nessa... Época – sua voz falhou. Era muito difícil para ele continuar aquela frase. – O chefe me ligou em uma tarde, pedindo para eu voltar. Ele disse que alguns mutantes tinham se rebelado e ameaçavam contar a existência da Ilha, disse a ele que eu não tinha mais nada a ver com isso, que a Ilha não me importava mais nada. Ele me persuadiu em relação a você, me desculpe Taylor... – ele disse isso se virando para me fitar. – mas eu não podia deixar Luh.
- Eu entendo. - tentei acalmá-lo.
- Ele mais uma vez insistiu e eu disse que não iria. Eu juro por Deus, que eu pensei que ele tinha desistido, eu não estava entendo sua obsessão para me ter de volta, em meio a um monte de mutantes eu não era praticamente nada. No outro dia voltei ao meu trabalho, um pouco inseguro, mas concluí que o chefe não iria querer nada com Luh, ele não apelaria da maneira mais brutal. Eu estava enganado... – ele parou bruscamente. Seus olhos ficaram negros como uma noite sem luar. Eu sabia o que aquilo significava. O olhar de Thomas mudava de acordo com as suas sensações. E a única coisa que poderia explicar aquela cor em seus olhos era o ódio. – Quando voltei para casa, ela estava... Morta Taylor, eu a encontrei no chão do nosso quarto, o amor... Da minha vida estava morta ali no chão, mas ela não estava sozinha, havia mais alguém ali, quando olhei para o canto esquerdo perto da janela. Aquele monstro estava ali, rindo da minha lástima.
“Pensei que não ia voltar mais para casa!” Ele exclamou. Controlei minha raiva, eu não podia lutar com Brian, eu nunca sabia quais eram os seus poderes “Por que você fez isso?” Perguntei, eu não conseguia entender o motivo. “Nunca recuse um pedido do Chefe, sempre haverá conseqüências piores, com esta”. “Ela não tinha nada a ver com isso Brian, seu assunto era comigo, você mexeu com quem estava quieto, eu não vou perdoar o que você fez” berrei. “Eu acho bom você ficar quietinho, eu não gostaria de fazer com você o mesmo que eu fiz com ela” Senti vontade de esganá-lo ali. Mas como? Eu não podia fazer naquela hora. Aceitei voltar, mas não porque eu quero, eu voltei apenas com um objetivo, eu vou matá-lo com as minhas próprias mãos, eu quero vê-lo implorando pela sua vida...
Senti algo estranho acontecendo em meu corpo, eu estava ficando sem ar, não que eu não conseguisse respirar, o problema que o ar não entrava. Comecei a me desesperar, tentar chamar por Thomas, mas minha voz não saia. Era Thomas que estava fazendo isso, ele não tinha observado, mas a sua raiva estava fazendo com que seus poderes me atingissem, me lembrei que meu corpo ainda funcionava, nem que seja um pouco, joguei-me encima dele, fazendo nosso corpo chocar em uma árvore, ele me olhou sem entender porque eu tinha feito aquilo.
- Seus poderes estavam me atingindo – sibilei entre os dentes. Minha garganta queimou.
- Desculpe Taylor, depois do que aconteceu comigo, eu não consigo controlar meus poderes, a raiva me deixa vulnerável...
- Não tem problema! Só não faça mais isso.
Pp. 112 ...
sábado, 5 de junho de 2010
Sonhos.news
Esqueci de comentar, uma novidade que aconteceu no dia 02.06.2010 em relação ao livro que eu escrevi com meus colegas ( Lucas Vinícius, Lorena Prazeres ). Este livro se chama Sonhos - uma saga na verdade, este é o nome do primeiro livro - e conta a história de um assassino redescobrindo a vida. Porém, vamos pular essa parte bruocrática.
O que eu queria postar aqui era sobre nós termos finalmente mandado o original - o livro no cd - para a Rocco. Estamos muuuuitíssimos felizes e ansiosos em receber logo a resposta da editora, e que esta seja positiva.
Queria deixar bem claro, que se estou conseguindo chegar aos meus objetivos devo tudo isso primeiramente a Deus e depois a todas as pessoas que apostaram em mim e em meus colegase nos apoiaram em todo o tempo.
Torçam por nós!
Beijos,
maili a. ferreira
O que eu queria postar aqui era sobre nós termos finalmente mandado o original - o livro no cd - para a Rocco. Estamos muuuuitíssimos felizes e ansiosos em receber logo a resposta da editora, e que esta seja positiva.
Queria deixar bem claro, que se estou conseguindo chegar aos meus objetivos devo tudo isso primeiramente a Deus e depois a todas as pessoas que apostaram em mim e em meus colegase nos apoiaram em todo o tempo.
Torçam por nós!
Beijos,
maili a. ferreira
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Trecho de Sonhos [3]
Espero que gostem desse trecho, nunca pensei em botá-lo, mas sempre tem algo que chama atenção nele!
"Quando estava quase pegando no sono, uma voz surgiu em minha mente.
Eu sei que isso será difícil.
Decisões nunca são coisas fáceis na vida de um homem,
Mas necessitamos dela para viver, faz parte da vida.
Porém nunca se esqueça,
Sempre escolha o caminho certo.
Para que não precises olhar para trás e
Arrepender-se amargamente daquilo que escolheu.
Por favor!
Fiquei aturdido, olhei imediatamente para Joseph, que continuava em seu sono perfeito. Perguntei sem muita utilidade.
- Joseph! Foi você? – só que nenhuma resposta veio.
Tudo voltou a ser escuridão, silêncio. Dormi...
Porém esqueci que quando estamos dormindo, ainda existem os sonhos para nos fazer pensar.
Era o mesmo sonho. Não o sonho onde eu via os olhos maravilhosos de Sophia, muito menos onde nós nos conhecíamos. Era o sonho onde nós estávamos na Ilha Canário. Só que desta vez eu não ansiava salvá-la, nem ao menos passava por minha cabeça fazer isso. Eu desejava matá-la com todos os meus instintos, com toda a minha força. Sophia permanecia presa naquela prisão de vidro, seus olhos demonstravam medo e perturbação, ela gritava desesperadamente meu nome e clamava por socorro. Porém a única coisa que eu fazia no momento era rir de sua aflição. Quando virei-me para falar com Thomas, percebi uma silhueta ao lado de onde Sophia estava. Aproximei-me mais um pouquinho, minha visão clareou. A pessoa não estava apenas do lado de Sophia, como também tentava de todas as formas salvá-la. Detive-me por um breve momento. Aquilo era impossível, quem tentava desesperadamente salvar Sophia, era eu. Não o que estava ansiando em matá-la. Era eu também do outro lado. Corri ao seu encontro, tentando entender o que estava acontecendo, quando cheguei mais perto, pude ouvir nitidamente. Você Prometeu! Saindo da boca dela. Quando pensei em dizer algo. Despertei, como o despertar de um sonho inacabado que de certo nunca haverá final."
Sonhos. IMF
"Quando estava quase pegando no sono, uma voz surgiu em minha mente.
Eu sei que isso será difícil.
Decisões nunca são coisas fáceis na vida de um homem,
Mas necessitamos dela para viver, faz parte da vida.
Porém nunca se esqueça,
Sempre escolha o caminho certo.
Para que não precises olhar para trás e
Arrepender-se amargamente daquilo que escolheu.
Por favor!
Fiquei aturdido, olhei imediatamente para Joseph, que continuava em seu sono perfeito. Perguntei sem muita utilidade.
- Joseph! Foi você? – só que nenhuma resposta veio.
Tudo voltou a ser escuridão, silêncio. Dormi...
Porém esqueci que quando estamos dormindo, ainda existem os sonhos para nos fazer pensar.
Era o mesmo sonho. Não o sonho onde eu via os olhos maravilhosos de Sophia, muito menos onde nós nos conhecíamos. Era o sonho onde nós estávamos na Ilha Canário. Só que desta vez eu não ansiava salvá-la, nem ao menos passava por minha cabeça fazer isso. Eu desejava matá-la com todos os meus instintos, com toda a minha força. Sophia permanecia presa naquela prisão de vidro, seus olhos demonstravam medo e perturbação, ela gritava desesperadamente meu nome e clamava por socorro. Porém a única coisa que eu fazia no momento era rir de sua aflição. Quando virei-me para falar com Thomas, percebi uma silhueta ao lado de onde Sophia estava. Aproximei-me mais um pouquinho, minha visão clareou. A pessoa não estava apenas do lado de Sophia, como também tentava de todas as formas salvá-la. Detive-me por um breve momento. Aquilo era impossível, quem tentava desesperadamente salvar Sophia, era eu. Não o que estava ansiando em matá-la. Era eu também do outro lado. Corri ao seu encontro, tentando entender o que estava acontecendo, quando cheguei mais perto, pude ouvir nitidamente. Você Prometeu! Saindo da boca dela. Quando pensei em dizer algo. Despertei, como o despertar de um sonho inacabado que de certo nunca haverá final."
Sonhos. IMF
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Trecho - Sonhos [2]
"Ela, Sophia não podia exercer tanto domínio assim em mim, eu não deixaria. Eu não a conhecia, não sabia nada sobre a sua vida. E não procuraria saber, ela era mais uma estudante daquela universidade chata e pacata. Cadê a ação, a qual eu tanto me apegava? Eu não agüentava essa vida monótona, eu precisava fazer algo, tirá-la da minha mente. Eu poderia fazer isso. A final eu tinha sido criado para quê. Para ficar me martirizando por uma paixonite idiota? Não. Eu tinha algo mais. Eu iria esquecê-la antes mesmo de amá-la. Assim eu achava...
Fui para cama. Detestava o cheiro do meu cabelo molhado, tinha cheiro de canela. Repulsivo, pensei. Tentei dormir, não consegui. Eram muitas questões rodeando-me. Era como se eu recebesse um turbilhão de informações e tivesse que processá-los tudo de uma vez. Levantei da cama, debrucei-me na janela. Nunca tinha reparado a noite aqui era bonita. A lua cheia se fundia com o céu azul bem escuro, o céu aqui não era tão estrelado como na Ilha, porém era bonito mesmo assim. Em pouco tempo, percebi que meus olhos estavam úmidos. Choro? Eu chorava sim, não um choro de uma criança birrada que não ganhou seu doce ou presente predileto, mas um choro agoniado, de angústia e de revolta. Eu sentia falta de Thomas, de minha rotina na Ilha. Sentia falta de novas escolhas. Sentia falta de liberdade, Sentia falta de minha primeira amiga Chelly. Sentia falta de Sophia. Sentia falta da tagarelice de Joseph. Sim, sentia falta disso. Era bom conversar com Joseph, ele era minha outra forma, a forma do Taylor sorridente, ele era eu sem ser o assassino. Era impossível fazer comparações minhas com Joseph, mas era verdade. Se eu não tivesse sido criado como eu fui, treinado para o que eu faço, eu seria igualzinho a ele. Alegre, sorridente, de bem com a vida."
Fui para cama. Detestava o cheiro do meu cabelo molhado, tinha cheiro de canela. Repulsivo, pensei. Tentei dormir, não consegui. Eram muitas questões rodeando-me. Era como se eu recebesse um turbilhão de informações e tivesse que processá-los tudo de uma vez. Levantei da cama, debrucei-me na janela. Nunca tinha reparado a noite aqui era bonita. A lua cheia se fundia com o céu azul bem escuro, o céu aqui não era tão estrelado como na Ilha, porém era bonito mesmo assim. Em pouco tempo, percebi que meus olhos estavam úmidos. Choro? Eu chorava sim, não um choro de uma criança birrada que não ganhou seu doce ou presente predileto, mas um choro agoniado, de angústia e de revolta. Eu sentia falta de Thomas, de minha rotina na Ilha. Sentia falta de novas escolhas. Sentia falta de liberdade, Sentia falta de minha primeira amiga Chelly. Sentia falta de Sophia. Sentia falta da tagarelice de Joseph. Sim, sentia falta disso. Era bom conversar com Joseph, ele era minha outra forma, a forma do Taylor sorridente, ele era eu sem ser o assassino. Era impossível fazer comparações minhas com Joseph, mas era verdade. Se eu não tivesse sido criado como eu fui, treinado para o que eu faço, eu seria igualzinho a ele. Alegre, sorridente, de bem com a vida."
quinta-feira, 4 de março de 2010
:* Sonhos - sinopse/@
LTaylor seria um típico brasileiro, se não fossem os mistérios que rodeia a sua vida.
Com alguns meses de vida, ele é abandonado pelos seus pais na Ilha Canário. Local onde mutantes se especializam para tornam-se assassinos.
Telecinético e com uma adição super aguçada. Ele cresce e torna-se uma pessoa sem escrúpulos. Virando um assassino profissional.
Restando-lhe apenas seu querido amigo Thomas, colega de batalha desde os quinze anos e um sonho que ele ao menos entende o significado. Taylor vai para a Universidade London, com um só objetivo: realizar a sua primeira missão.
Sem saber de início quem é a sua vítima, ele é obrigado a conviver com pessoas desconhecidas, que adotam estilos de vida totalmente diferente do seu. Sensações nunca antes sentidas e o pior de tudo. Conhece Sophia, a dona dos olhos verdes que ele tanto sonhava.
Lutando contra o seu próprio eu, descobrisse apaixonado por Sophia. Só ela consegue quebrar o gelo do seu coração e o faz vê um novo sentido na vida. Ela é a única que o faz esquecer tudo... absolutamente tudo.
Para piorar a situação, seu antigo amigo Thomas e seu rival Malfet aparecem, transformando totalmente a situação. Desavenças são estabelecidas. Batalhas travadas e incertezas percorrem o seu coração
O nome da vítima é finalmente revelado, e Taylor se vê pela primeira vez em sua vida, sem saber o que fazer.
Entre romance, suspense e batalhas. Ele terá que escolher entre cumprir sua missão, abrindo mão de Sophia, ou abdicar de tudo que ele acreditava ser, por um amor.
Nesta incrível história, Taylor terá uma missão além de todas as outras. Descobrir sua real personalidade.
Duas escolhas, dois caminhos... e apenas uma decisão a tomar. O que fazer quando tudo parece perdido?
(L
imf.
Com alguns meses de vida, ele é abandonado pelos seus pais na Ilha Canário. Local onde mutantes se especializam para tornam-se assassinos.
Telecinético e com uma adição super aguçada. Ele cresce e torna-se uma pessoa sem escrúpulos. Virando um assassino profissional.
Restando-lhe apenas seu querido amigo Thomas, colega de batalha desde os quinze anos e um sonho que ele ao menos entende o significado. Taylor vai para a Universidade London, com um só objetivo: realizar a sua primeira missão.
Sem saber de início quem é a sua vítima, ele é obrigado a conviver com pessoas desconhecidas, que adotam estilos de vida totalmente diferente do seu. Sensações nunca antes sentidas e o pior de tudo. Conhece Sophia, a dona dos olhos verdes que ele tanto sonhava.
Lutando contra o seu próprio eu, descobrisse apaixonado por Sophia. Só ela consegue quebrar o gelo do seu coração e o faz vê um novo sentido na vida. Ela é a única que o faz esquecer tudo... absolutamente tudo.
Para piorar a situação, seu antigo amigo Thomas e seu rival Malfet aparecem, transformando totalmente a situação. Desavenças são estabelecidas. Batalhas travadas e incertezas percorrem o seu coração
O nome da vítima é finalmente revelado, e Taylor se vê pela primeira vez em sua vida, sem saber o que fazer.
Entre romance, suspense e batalhas. Ele terá que escolher entre cumprir sua missão, abrindo mão de Sophia, ou abdicar de tudo que ele acreditava ser, por um amor.
Nesta incrível história, Taylor terá uma missão além de todas as outras. Descobrir sua real personalidade.
Duas escolhas, dois caminhos... e apenas uma decisão a tomar. O que fazer quando tudo parece perdido?
(L
imf.
quarta-feira, 3 de março de 2010
trechos - SONHOS
"Levantei. Hoje o dia estava ensolarado, não ensolarado estilo Brasil, mas da maneira inglesa de sol. Fui ao banheiro, ao me olhar tomei um susto, meus olhos estavam diferente, era visível que eu não tinha dormido bem. Ou quer dizer que eu quase não tinha dormido. Passei quase toda a noite pensando nela, na sensação que sentiria em tocar sua pele. Sentir seu cheiro de jasmim, acariciar seu rosto, tocar seus lábios, beijar a sua boca. Isso me deixou em delírio, porque talvez nunca tivesse chance de concretizá-los. Estar com ela seria um sonho. Um sonho que só Deus realizaria.
Nunca acreditei em destino. Mas encontrá-la aqui, bem no dia do meu aniversário. Era algo que não podia negar. Algo ou alguma força sobrenatural conspirava para que nos encontrássemos.
Ela era tão linda, como eu queria tomá-la em meus braços, secar suas lágrimas e sarar o seu pranto. A dor de vê-la chorando, sentada na grama molhada pela chuva me corroia por dentro. Eu estava mais certo do que nunca de que nossos destinos estavam ligados de algum jeito que nem mesmo eu conseguia explicar.
Arrumei-me como sempre, mas ao contrário dos outros dias, eu não estava nem aí pro que vestir. "
pp. 39
MAILI FERREIRA
Nunca acreditei em destino. Mas encontrá-la aqui, bem no dia do meu aniversário. Era algo que não podia negar. Algo ou alguma força sobrenatural conspirava para que nos encontrássemos.
Ela era tão linda, como eu queria tomá-la em meus braços, secar suas lágrimas e sarar o seu pranto. A dor de vê-la chorando, sentada na grama molhada pela chuva me corroia por dentro. Eu estava mais certo do que nunca de que nossos destinos estavam ligados de algum jeito que nem mesmo eu conseguia explicar.
Arrumei-me como sempre, mas ao contrário dos outros dias, eu não estava nem aí pro que vestir. "
pp. 39
MAILI FERREIRA
Sonhos ...
Galerinha, vou postar durante a semana trechos do meu livro mais dois colegas, essa é uma nova saga que irá arrebentar a estrutura do romance e do amor. Aguardem!
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
trechos do meu livro
FINALMENTE O GRANDE DIA. EU ESTAVA SAINDO DA ILHA CANÁRIO, com um só propósito. Destruí-la. Quem quer que fosse ela, esse era o meu objetivo. Essa era a minha missão, fui criado para matá-la e assim que será.
Aquele barco iria me levar a um novo destino, depois dessa missão, tudo seria diferente. Não há como ignorar tudo que aconteceu lá, todo o treinamento, todo o sofrimento e as dores são coisas passadas, coisas deixadas na Ilha Canário.
Gostaram? Este é o primeiro capítulo!
Bjs:*
Aquele barco iria me levar a um novo destino, depois dessa missão, tudo seria diferente. Não há como ignorar tudo que aconteceu lá, todo o treinamento, todo o sofrimento e as dores são coisas passadas, coisas deixadas na Ilha Canário.
Gostaram? Este é o primeiro capítulo!
Bjs:*
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